EDIÇÃO - Ano VI

Choro emociona brasileiros de várias partes o país

Com mais de 130 anos de idade, um dos cariocas mais ilustres da cidade maravilhosa é um sujeito elegante, criativo e autêntico. Conhecido como Choro, o gênero foi o anfitrião dos autores da sexta edição do Revelando os Brasis VI, na noite de quinta-feira (24/08). Após dez dias de estudos intensivos sobre cinema, a turma partiu para o antigo imóvel localizado na Rua da Carioca, nº 38, no centro do Rio de Janeiro, para uma experiência musical, a convite da Petrobras.

Inaugurado em 2015, num casarão antigo do início do século passado, a Casa do Choro é um centro de referência no gênero, abriga mais de 15 mil partituras e possui oito salas de aula, estúdio, centro de pesquisa e auditório para shows e palestras. O imóvel de 1902 foi restaurado com o patrocínio da Petrobras.

Neste dia, o ambiente aconchegante envolveu os visitantes no show da Banda Luzeiro integrada pelos músicos Marcelo Bernardes (flauta/flautim), Rui Alvim (clarinete), Pedro Paes (sax tenor), Aquiles Moraes (trompete), Everson Moraes (trombone), Thiago Osório (tuba), Magno Julio e Marcus Thadeu (percussão).

O paraense Robson Messias Lucas, morador de Bom Jesus do Tocantins, no Pará, foi contagiado pela energia da banda. “Fiquei muito emocionado com o privilégio de ouvir e ver este ritmo, pela primeira vez, especialmente aqui no Rio, na Casa do Choro. Quero levar para meu mundo essa alegria e vou compartilhar com os meus amigos o quanto este ritmo é bonito e o quanto o choro é importante. A cultura é muito importante de todas as formas e de todos os jeitos”, declara Robson Messias.

Quem também se emocionou com os instrumentistas e com a oportunidade de conhecer um centro de referência para o gênero foi a capixaba Sheila Altoé, moradora de Vargem Alta, no Espírito Santo. “Conhecer o Clube do Choro foi espetacular, maravilhoso. Senti várias emoções que essas músicas transmitem. Sentimentos como saudade, alegrias, lembranças de filmes que utilizam esses ritmos para ilustrar o que é brasileiro. O choro faz parte da história da nossa música. Senti uma vontade imensa de dançar. Uma pena o chorinho não estar mais presente nas mídias de massa”, declara a capixaba.

Música no almoço – Depois da noite na Casa do Choro, os autores foram abraçados mais uma vez pela sonoridade brasileira  com a apresentação da Juventude do Choro da Associação de Músicos e Compositores da Baixada Fluminense (AMC), que conta com o patrocínio do Petrobras. Criada nos anos 70, a associação nasceu a partir da iniciativa do estudioso Bernard von der Weid com objetivo de encontrar novos “Pixinguinhas”.

Os jovens tocam flauta, violão 7 cordas, cavaquinho, bandolim e percussões e apresentam um repertório com obras de Pixinguinha, Cartola, Noel Rosa, Luiz Gonzaga, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga e Altamiro Carrilho. Os jovens instrumentistas se apresentaram, na sexta-feira (25/08), durante o intervalo do almoço das Oficinas Audiovisuais do Revelando os Brasis VI, e animaram a turma que aproveitou a poesia e alegria do momento.

“Foi encantador ver talentos jovens expressando através das músicas sua cultura e sua identidade. A apresentação deu ao público um momento de descontração e de admiração pelo talento de cada um. Gratidão por esta oportunidade”, destaca Eliabe Crispim, morador de Icapúí, no Ceará.

Fotos: Ratão Diniz/Instituto Marlin Azul

 

 
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