
Dos inúmeros bons momentos vividos, tenho vários a destacar, mas vou descrever alguns dentre tantos outros guardados. Lembro-me que em Igarapé do Meio, no Maranhão, parei de fotografar por um momento para ver a gargalhada de uma senhora ao assistir aos vídeos. Cara, aquilo me dava uma satisfação enorme, sem hipocrisia alguma. Era uma sensação de felicidade de ver que tudo aquilo era mágico e de extrema importância para todos, inclusive para nós.
Conde – Na cidade de Conde, na Paraíba, conversei com um senhor que assistia aos vídeos na porta de sua casa com sua mãe e ele me falou que o filme “Tocando um Baixo” representa parte da sua história por mais que não tenha nascido no município. Os vídeos trabalham com a identidade local e causaram este efeito neste recente morador que já se sente pertencente àquela história.
Nazarezinho – A recepção que os moradores de Nazarezinho, na Paraíba, fizeram para receber o circuito foi inesquecível. Puxa, faixas espalhadas pela cidade, forró pé-de-serra, doces, biscoitos, churrasco, dança … E lembrando que foi também uma sessão muito especial. Uma chuva forte e todos ali resistindo com seus guarda-chuvas para assistirem aos filmes.
Tracunhaém – Em Tracunhaém, no estado de Pernambuco, o cenário era fantástico. A exibição aconteceu ao lado da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, uma arquitetura riquíssima que valorizou ainda mais a noite de cinema.
Correntes – Puxa, em Correntes, no estado de Pernambuco, foi inesquecível ver aquele ginásio lotado, aplaudindo e gritando diante do vídeo da cidade, pedindo bis. Não esqueço as apresentações da Quadrilha os Filhos de Lampião, os tambores do Maracatu que arrepiava a cada batida.
Gilbués – Gilbués, no Piauí, marca também esta viagem. Um público que assistiu aos filmes e aplaudiu ao final da apresentação de cada vídeo da programação da noite. O município foi o último da Rota 3 e para mim, não foi um adeus, mas sim, um até logo. Encerramos a sessão parecendo que teríamos mais uma exibição no dia seguinte, um sentimento de reencontrar todas as pessoas que conhecemos nesta viagem de 11.000 Km.
Não sei quando voltarei, mas quero acreditar que um dia irei retornar e reencontrar as pessoas fantásticas que tive a oportunidade de conhecer nesta viagem. É este sentimento que desejo sempre: poder retornar.
Quantas boas lembranças terei deste circuito e quantas imagens para eternizar todos os momentos vividos por nós. Tenho certeza que estas cenas que capturamos contribuirão muito com a memória deste momento vivido pelos municípios. É apenas uma parte, mas sei que representará bem esta etapa da história dos moradores.
Texto e Fotos: Ratão Diniz