EDIÇÃO - Ano VI

História de garimpeira da Chapada Diamantina é transformada em filme

A mística em torno de uma mulher negra assassinada após encontrar um grande diamante no garimpo ganha as telas do cinema no Revelando os Brasis. Dirigido por Andrea Guanais, as gravações de “Chica Garimpeira” começam neste sábado (dia 2) e seguem até quarta-feira (dia 6), em Lençóis (BA).

Chica é uma garimpeira da Chapada Diamantina. Mulher negra que nos mostra a sua força e coragem de viver só do garimpo. Um dia, ela encontra a grande gema e, enfim, atinge o bambúrrio – termo utilizado na região para expressar a sorte de achar uma pedra preciosa.  A história fictícia “Chica Garimpeira” começa a ganhar a sétima arte a partir do próximo sábado, quando tem início a gravação do filme. Selecionado pela sexta edição do Revelando os Brasis, a obra é dirigida por Andrea Guanais, moradora de Lençóis. As gravações acontecem de 2 a 6 de dezembro (sábado a quarta-feira).  

“Além do protagonismo da mulher, neste filme, busco mostrar também as particularidades locais, como a música, a religiosidade, o casario e o jeito das pessoas daqui, que para mim são únicos”, ressalta Andrea. O universo mítico do diamante é o fio condutor da narrativa. Inspirada na história de garimpeiras que habitavam a região, a ficção de Andrea Guanais cria uma lenda rural e utiliza-se do cenário vivo da própria cidade para transformá-la em filme. “Toda cenografia já existe, faz parte do nosso cotidiano”, conta a diretora.

Desde que retornou do Curso de Formação Audiovisual no Rio de Janeiro, Andrea tem mobilizado a cidade para as gravações. Ela conta que a colaboração tem vindo de diversos setores, com pessoas trabalhando de forma voluntária e doação de materiais para rifas, apoio para alimentação e deslocamento dos participantes, entre outros. Andrea calcula que cerca de 20 pessoas participarão das gravações, nas diversas funções: atores, figurinistas, produtores etc. “As pessoas da cidade estão muito contentes de estar contando uma história local”, relata a diretora. Da Bahia também vem a história “O Rio que Não Seca”, de Geilane de Oliveira, de São José do Jacuípe.

Entre 14 e 27 de agosto, os moradores de cidades brasileiras com até 20 mil habitantes selecionados pelo projeto participaram da Oficina de Formação Audiovisual do Revelando os Brasis, no Rio de Janeiro. Com aulas de roteiro, direção, fotografia, som, produção, entre outras, os participantes voltaram para suas cidades com os roteiros prontos e a tarefa de mobilizar a comunidade local para participar das gravações. Os filmes desta sexta edição serão gravados até dezembro.

Veja fotos de Andrea Guanais durante a Oficina Audiovisual do Revelando os Brasis no Rio de Janeiro.

Fotos: Ratão Diniz

 

 

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